CIÊNCIA COM NOME DE MULHER

Hoje é dia

INTRODUÇÃO

Barbara McClintock foi uma citogeneticista estadunidense, doutora em botânica e vencedora do prêmio Nobel de Medicina de 1983 pela descoberta dos elementos genéticos móveis, que causam o fenômeno conhecido como transposiçõo genética.

BIOGRAFIA

Nascida em 16 de junho de 1902, em Hartford, Connecticut, era a terceira dos quatro filhos do médico Thomas Henry McClintock e de Sara Handy McClintock.

nicialmente chamada de Eleanor, seus pais acharam que esse nome era "feminino" e "delicado" demais, inapropriado para a personalidade dela. Escolheram então batizá-la de Barbara.

Aos 06 anos de idade, mudou-se com a família para o Brooklyn, New York, e Barbara pôde completar sua educação secundária no Erasmus Hall High School, onde se formou no início de 1919.

Desde a infância demostrava uma postura solidária, curiosa e altamente independente. Ela encontrava grande prazer e conforto na observaçõo da natureza.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Barbara começou seus estudos na Faculdade de Agricultura da Universidade Cornell ainda em 1919. Ela estudou botânica, recebendo o grau de Bachelor of Science em 1923.

Seu interesse em genética foi despertado quando fez seu primeiro curso nessa área em 1921.

Durante sua pós-graduaçõo e depois como monitora de botânica, Barbara foi fundamental na criaçõo de um grupo de estudo no novo campo da citogenética em milho.

REVOLUÇÃO NO MILHARAL

Barbara McClintock também realizou numerosas contribuições para a compreensão da citogenética e aspectos etnobotânicos das variedades de milho na América do Sul, tendo publicado o primeiro mapa genético para esta planta.

Ela percebeu que as variações nas cores das espigas eram causadas por pedaços de DNA que mudavam de lugar nos cromossomos e alteravam a atividade de outros genes.

Barbara McClintock, por meio de seu trabalho em genética, descobriu que os genes podem ser trocados nos cromossomos e explorou o mecanismo de recombinação genética.

CURIOSIDADES

Seu interesse inicial pelas ciências foi encorajado pelo seu pai, um médico. Em contrapartida, enfrentou resistência da sua mãe (uma professora de piano), que temia que o alto nível de instrução pudesse prejudicar suas chances de casamento no futuro.

É considerada, ao lado de Gregor Mendel e Thomas Hunt Morgan, uma das três mais importantes figuras da história da genética.

Juntos, eles formam a tríade de pilares da genética moderna. Mendel descobriu as leis da hereditariedade em ervilhas; Morgan provou que os genes ficam nos cromossomos usando moscas-das-frutas; e McClintock descobriu os "genes saltadores" em milho.

MORTE E LEGADO

Barbara passou seus últimos anos, após o Nobel, como líder e pesquisadora no Cold Spring Harbor Laboratory em Long Island, Nova York.

Morreu de causas naturais em Huntington, Nova York, em 2 de setembro de 1992, aos 90 anos. Nunca casou, nem deixou filhos.

O legado de McClintock vai além de sua pesquisa: ela se tornou um símbolo de perseverança e inovaçõo científica, especialmente para mulheres enfrentando ambientes acadêmicos dominados por homens.

Seus métodos de observação cuidadosa e abordagem conceitual influenciaram gerações de geneticistas e biólogos moleculares.

 

"Se você sabe que está no caminho certo, se você tem esse conhecimento interior, então ninguém pode te desviar... não importa o que digam."

BARBARA MCCLINTOCK (1902 - 1992)
 
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